30.7.10

Dragagem em São Martinho: os dados

Duração dos trabalhos: 3 meses

Investimento: 440 000 euros

Caracterização: a empreitada prevê a dragagem na zona da barra à cota de -4m (ZH), numa extensão de 60 metros, com uma largura de 40m, associado a um canal 90m de comprimento e 40m de largura, à mesma cota.

A partir da barra será dragado para o interior da baía um canal de acesso ao cais, numa extensão de 300m por 40m de largura de rastro, à cota de -3m(ZH), associada a uma pequena bacia de estacionamento, junto ao cais, dragada a -2m(ZH).

A movimentação de areias e siltes totalizará cerca de 31 500m3 a imergir ao largo.

Dragagem em Agosto


Está a começar a dragagem da baía há tanto necessária para assegurar a actividade portuária. Depois de meses de programações e adiamentos sucessivos, eis que a dragagem da baía nos cai em cima em pleno mês de Agosto.

Esteve para ser no fim do verão de 2009, no final do inverno de 2010, na primavera... Mas não, parece que alguém achou que o melhor seria fazer coincidir estes trabalhos com o mês em que São Martinho se enche de veraneantes que procuram São Martinho enquanto estância balnear com praia e mar para usufruto.

Terão sido tomadas medidas de segurança para que os utilizadores da baía (em particular crianças) sejam salvaguardados do perigo inerente á actividade de máquinas pesadas?

Quais serão os condicionamentos à utilização do plano de água?

Está também por esclarecer se esta dragagem não terá impacto nefasto na qualidade da água. Em relação a esta questão importa também esclarecer se existe algum plano de monitorização da qualidade da água tendo em conta esta intervenção e se todos os parâmetros que podem ser influenciados por esta intervenção serão alvo de análise.

Finalmente, uma vez mais, confirmando uma prática da administração pública, não houve atempado aviso e comunicação à população e não existe informação e esclarecimentos sobre os trabalhos nem do ponto de vista das características da intervenção, nem tão pouco a duração ou até sobre eventuais condicionamentos, nomeadamente na delegação da capitania, evidenciando a falta de respeito pelo direito à informação dos cidadãos.

Nada contra a dragagem da baía. Porque ela é necessária e até vital para que São Martinho se afirme enquanto polo de actividades náuticas. Mas se queremos apostar na qualificação de São Martinho do Porto, no desenvolvimento económico da região suportada na aposta no desenvolvimento da Vila enquanto polo de actividades turísticas relacionadas com o Mar, então temos de ser coerentes e salvaguardar a qualidade deste potencial. Neste contexto, esta intervenção podia (e devia) ser efectuada fora do período de maior utilização da baía devido à inevitável perturbação da qualidade de vida oferecida, seja pelo ruído, seja pela afectação da qualidade da água, seja pelos condicionamentos às actividades náuticas, seja até pelos riscos de segurança inerentes.

Enquanto os cidadãos continuarem a permitir este tipo de desrespeito e a condescender, a insensibilidade e a desconsideração permanecerão. Temos de ser cidadãos mais atentos e mais exigentes.
Foto de Susana Proença

22.7.10

Summer Nights '2010 em São Martinho


O Alcobaça Summer Nights é o programa de Verão que a Câmara Municipal de Alcobaça propõe para os dias e as noites "quentes" de Verão em várias localidades, entre as quais São Martinho do Porto.

Não perca este conjunto de iniciativas culturais e venha divertir-se na Praça do Mosteiro de Alcobaça e nas Praias: Paredes da Vitória e Baía de São Martinho. Já na sua 3.ª edição, o Alcobaça Summer Nights conta já com participações de nomes como: "Amália Hoje", Gilberto Gil, Deolinda, Sérgio Godinho, Rita RedShoes, Paulo Gonzo entre muitos outros.

Programa completo do "Alcobaça Summer Nights"

19.7.10

Em defesa do porto de pesca e de recreio

Esta TERRA e este MAR são desde os tempos dos romanos um PORTO natural que os Monges de Cister não esqueceram na carta de foral, datada de 1257, ao ditarem leis aos pescadores de S. Martinho.

Até aos nossos dias cumpriu o seu dever, ao abrigar todos os que praticam a pesca, não esquecendo quando aqui recebíamos os pescadores da Nazaré, e, hoje, os praticantes da náutica de recreio.

Não podemos deixar morrer o passado, como temos de abraçar o futuro, criando condições de entrada da barra, infra-estruturas para fundear e aportar as embarcações com comodidade, segurança e operacionalidade, garantindo os serviços necessários ao exercício das duas actividades.

Encontram-se registadas na Delegação Marítima de S. Martinho do Porto 26 embarcações de pesca marítima e inscritos 49 pescadores profissionais, operando, no mínimo, mais 3 embarcações do Porto de Peniche na apanha das algas, para a qual forma passadas 70 licenças no ano transacto.

Não se pode desvalorizar as 1300 embarcações de recreio registadas e as milhares de Cartas de Marinheiro, de Patrão Local e de Patrão de Costa emitidas e cujo a formação foi garantida pelo Clube Náutico de S. Martinho do Porto.

Estes números têm obrigatoriamente de aumentar, não podendo assistir-se à fuga de pessoas e embarcações para outras paragens por falta de condições do Porto, com consequências negativas nos tecidos social, económico e cultural da Vila e da sua gente.

Esta "Porta de Mar" não pode ser fechada, não se aceitando, tal como o PROTOVT - Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo propõe, a desclassificação desta área, identificando-a como um Núcleo de Turismo e Lazer.

Pretende-se que seja mantida a jurisdição do IPTM, tal como está estabelecido no Decreto-Lei n.º 146/2007, de 27 de Abril, e o estatuto de PORTO SECUNDÁRIO e que sejam criadas condições de funcionamento como Porto de Pesca e Porto de Recreio.

Há espaço para a PRAIA em S. Martinho, o PORTO sempre coube no seu nome, projectistas competentes para encontrar uma solução temos neste País, haja vontade de todos, de todas as entidades oficiais que de alguma forma interferem nesta matéria, para que o PORTO se requalifique e renasça.

O MAR foi a vocação e o sustento das gentes de S. Martinho do Porto, é e terá de o ser no futuro.


Faça aqui o download do texto e folha de subscrição do abaixo assinado.

Ajude-nos a recolher assinaturas para que possamos demonstrar a todas as entidades responsáveis a nossa determinação e o apoio a esta causa.

As subscrições recolhidas deverão ser entregues no Clube Náutico de São Martinho do Porto. Para esclarecer qualquer dúvida contacte o Clube:

e-mail: cnsmp@cnsmp.org

5.7.10

Praia Acessível


São Martinho do Porto é, oficialmente, desde o dia 1 de Julho, uma Praia Acessível – Praia para Todos. Um estatuto alcançado após a candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Alcobaça à Administração da Região Hidrográfica (A.R.H. de Lisboa e Vale do Tejo), e posteriormente aprovadas pelo o I.N.A.G (Instituto Nacional da Água) e pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR).

Para obter esta bandeira, e oferecer maiores condições balneares aos veraneantes portadores de mobilidade condicionada, a Praia de São Martinho garante assim:

- Uma zona balnear que dispõe de condições de usabilidade por parte de pessoas com mobilidade condicionada;
- Um circuito e equipamentos disponíveis para a população, cumprindo os requisitos técnicos e legais, quando se verificar que, por exemplo, uma pessoa que utilize cadeira de rodas, os possa utilizar de forma autónoma, desde a chegada ao estacionamento da praia, sem qualquer obstáculo impeditivo da sua mobilidade;
- Acessibilidade à zona de praia por via pedonal para banhistas com mobilidade condicionada;
- Mobiliário urbano colocado de forma alinhada e sem causar dificuldades aos transeuntes com mobilidade condicionada;
- Estacionamento ordenado com dois lugares reservados para viaturas particulares que transportem pessoas com mobilidade reduzida;
Existência de passadeiras na praia que permita acesso aos toldos, ao bar e sanitários;
- Existência de sanitários adaptados para mobilidade condicionada;
- Existência de nadadores salvadores e prestação de primeiros socorros na zona de toldos destinada aos banhistas de mobilidade condicionada;
- Existência de tiralô (meio de transporte que permite os banhistas com mobilidade condicionada se banharem.

Para o Presidente da Autarquia, Paulo Inácio, este galardão, atribuído pela primeira vez no Concelho, torna a praia de São Martinho do Porto ainda mais atractiva, e um sinal de modernidade que acompanha toda a estratégia do Município para as suas Freguesias.


in site da Câmara Municipal de Alcobaça

2.7.10

Mostra de cerâmica contemporânea


São Martinho do Porto recebe a 7.ª edição da Mostra de Cerâmica Contemporânea de autor. De 2 a 4 de Julho, os visitantes terão à disposição obras contemporâneas de qualidade, resultado de um trabalho individual com recurso exclusivo à cerâmica. Marcam presença 16 autores representantes de várias regiões do País, com a particularidade das suas obras se adequarem aos critérios definidos pela organização.

A Mostra é um excitante testemunho das capacidades criativas que existem nos dias de hoje, e que não deixa indiferente todos os que têm sensibilidade e disponibilidade para admirar e contemplar esta Arte. Por isso a qualidade das obras expostas merece uma valorização especial.

Uma organização conjunta da Câmara Municipal de Alcobaça e do Colectivo Três Cês.

HORÁRIO:
Sexta: 19h às 24h
Sábado: 10h às 24h
Domingo: 10h às 23h

A entrada é livre.

Local: Praça Eng. Frederico Ulrich
http://www.ceramica3cs.com/


6.6.10

Regata de Santo António


17.4.10

Histórias



A povoação de Vale de Maceira é uma aldeia portuguesa que pertence à freguesia de Alfeizerão, situada junto à estrada nacional que liga as Caldas da Rainha a Alcobaça, bem perto da derivação para S. Martinho do Porto.

O seu nome provém da sua localização num vale onde os Monjes de Cister produziam maçãs. As numerosas Macieiras (do antigo,maceiras), ai existentes pertenciam aos Monges de Cister. Segundo um natural do lugar, o antigo nome desse vale era Vale de Maceiras dos Coutos de Alcobaça.

Nesta pequena aldeia situa-se também uma paragem da antiga "malaposta", e é ainda possível ver o Arco de acesso à Malaposta.

retirado do blog
"Por caminhos de Cister", trabalho da autoria de Pedro Rafael


Aí existia uma “estação” de muda de carruagens da mala-posta que circulavam entre as duas principais cidades do País. Segundo Godofredo Ferreira (A mala-posta em Portugal) “, a 6ª estação de muda era Vale de Maceira onde se efectuava uma nova muda de animais e entrega do correio que se destinava à próxima povoação de São Martinho do Porto”.

retirado do blog
"o psysaudosista" da autoria de João Mota



imagens retiradas do blog "o psysaudosista"

24.3.10

Desleixo


Esta placa (manifestamente em mau estado) encontra-se neste local há mais de 3 anos...

Diz respeito à informação sobre uma obra que já terminou há mais de dois anos. No entanto ficou ali esquecida.

Neste momento, para além de propaganda ao empreiteiro, prejudica a paisagem. Será que entretanto pagou taxa de publicidade?

O que será necessário fazer para que alguém retire finalmente este lixo? Alguém julga que se enquadra na paisagem?

É incrível como se prejudica o espaço público e como seria tão fácil de evitar se houvesse cuidado com as pequenas coisas...

A Câmara Municipal de Alcobaça talvez esteja longe demais. E a Junta de Freguesia não se importa? A ver vamos...

21.3.10

Assembleia Geral do Clube Náutico




Foram eleitos os novos Órgãos Sociais do Clube Náutico de São Martinho do Porto:

Mesa da Assembleia Geral

Presidente:
Manuel Valle Domingues

Vice-presidentes:
JoãoCarvalho
Secretário:
Pedro Soares de Mello


Direcção

Presidente:
Alexandre Paulo Quadrio Ferro de Matos

Vice-presidente:
Luís Antunes Bairrão
Paulo Veiga
Silvestre Robalo

Secretário:
Luís Soares de Mello

Tesoureiro:
António Prôa

Vogais:
Henrique Rosa
Montserrat Simão
Carlos Clara


Conselho Fiscal

Presidente:
Maurício Pereira Sá

Vice-presidente:
Cristina Lino Neto

Secretário: Luis Coimbra

16.3.10

Novo site do Clube Náutico de São Martinho do Porto


Já está disponível uma nova versão profundamente revista do site do Clube Náutico de São Martinho do Porto.


Nesta nova ferramenta de comunicação, o Clube pretende colocar á disposição informação de interesse para praticantes de actividades náuticas e para os sócios em particular.


Vale a pena consultar. Aqui.

9.2.10

São Martinho by Maria Bairrão


"reflexos na Baía"
60x120
acrílico s/ tela

2.2.10

Ímpar


foto de Pedro Libório

27.1.10

São Martinho do Porto nas grandes batalhas navais portuguesas

Cabo Espichel - 15 de Julho de 1180 (*)


No ano de 1180, apareceu na costa portuguesa uma armada muçulmana de nove galés, sob o comando de Ganim ben

Mardanis e de um seu irmão, que se instalou no estuário do Tejo e que, por não dispor de forças suficientes para tentar a reconquista de Lisboa, se limitou a saquear o arrabalde da cidade e a capturar os navios que passavam ao largo.

Em Lisboa haveria provavelmente um pequeno número galés, talvez três ou quatro, o que era manifestamente insuficiente para icombater a armada muçulmana pelo que devem ter permanecido na terecena à sombra da muralha.

Logo que D. Afonso Henriques, que se encontrava em Coimbra, teve conhecimento da presença da armada muçulmana em Lisboa, é natural que tenha dado ordens para que todas as galés que se encontravam nos portos do Norte, talvez umas cinco ou seis, se concentrassem em São Martinho do Porto e que tenha enviado as forças necessárias para as guarnecer para Porto de Mós de que, possivelmente, já seria alcaide o almirante do Reino D. Fuas Roupinho.

Os irmãos Mardanis ao saberem, por qualquer navio que tenham interceptado ao largo de Lisboa, que em São Martinho do Porto se encontravam várias galés portuguesas desguarnecidas, dirigiram-se imediatamente para lá.

Ao avistarem a armada muçulmana, as galés portuguesas terão retirado apressadamente para norte. Tendo seus navios mais pesados, ben Mardanis não as perseguiu e optou por desembarcar as suas tropas e, por terra, dirigir-se para Porto de Mós na esperança de conseguir capturar D. Fuas Roupinho e destroçar as forças que tinha consigo. Porém, sensivelmente a meio do caminho, talvez a 10 de Julho, encontrou-se com aquele que vinha marchando em sentido contrário. Teve então lugar uma encarniçada batalha entre os cristãos e os muçulmanos em que estes foram desbaratados, sendo a maior parte mortos ou feitos prisioneiros. Entre estes figuravam Ganim bem Mardanis e o seu irmão.

As galés muçulmanas que se encontravam em São Martinho do Porto só terão tido conhecimento do desfecho da batalha dois dias depois, por algum grupo de fugitivos que tenha conseguido escapar. Tendo muito poucos soldados a bordo e, portanto, a sua capacidade combativa muito diminuída, seguiram imediatamente para sul, dando a campanha por finda. Estando provalmente a lutar com falta de água terão arribado a Sesimbra ou à foz do Sado a fim de fazerem aguada, o que poderá ter tido lugar durante o dia 14.

Por seu turno, D. Fuas Roupinho, sabendo que as galés muçulmanas estavam desguarnecidas, deve ter pensado que era uma ocasião ideal para as capturar. E dirigiu-se a toda a pressa para São Martinho do Porto onde, provavelmente já teriam voltado as galés portuguesas, ao saberem da fuga das muçulmanas. Embarcadas as tropas, a armada portuguesa rumou a sul fazendo força de vela.

No dia 15 de Julho, ao dobrar o cabo Espichel, avistou a curta distância a armada muçulmana que recomeçara a viagem de regresso a Sevilha. É de supor que as galés dos mouros fossem a andar menos do que as nossas, provavelmente por terem os fundos mais sujos e velas mais pequenas. O certo é que foram alcançadas sem dificuldade e abordadas e tomadas uma após outra. A resistência que ofereceram, uma vez que tinham muito poucos soldados, deve ter sido muito fraca ou mesmo nula.

Terminada a contenda, D. Fuas Roupinho levou as nove galés capturadas para Lisboa onde foi recebido em triunfo.


(*) texto retirado do site da Marinha portuguesa

22.1.10

A Frase

“São Martinho do Porto foi criado por Deus para os pequeninos, e a obra ficou tão delicada e perfeita que só os homens a podem estragar”

in “A voz de São Martinho”, 1931