29.9.08

Quase clandestina


Nesta época, São Martinho torna-se uma praia quase clandestina, passa a "não vigiada" e restam os "são martinhenses" mais persistentes e os (cada vez mais numerosos) estrangeiros, entre os quais, em particular, ingleses.

Embora não vigiada, nesta altura do ano, quando os dias são bons, são dos melhores do ano. Foi o caso do passado Sábado.

22.9.08

Outono


Mais um verão que termina... Esta foto (e respectivo texto) da Isabel Goulão no blog Abrupto tem cerca de um ano. Mas repete-se ano após ano...

Desconfio que há por aí gente que quando vir esta fotografia não deixará certamente de sorrir. Há-de lembrar-se das bolas de Berlim, dos pastéis de nata, das tranças e de tantos outros bolos que terá comido em muitos Verões de S. Martinho.
Noutros tempos, a vendedora (quase todos a tratam pelo nome) trazia a caixa branca à cabeça. Com o peso dos anos veio o peso da caixa e há uns anos apareceu com este carrinho. A bola de Berlim não precisa da buzina para se fazer anunciar. A roupa branca e as crianças a correr para o carro chegam muito bem para ver a lata ao longe. A muitas conhece-lhes o nome, como já conheceu o dos pais. Pacientemente, vai puxando os tabuleiros e mostrando os bolos: "Areia não, meninos!". Despedimo-nos dela no final da praia, quase sempre "até para o ano".


Isabel Goulão


19.9.08

"São Martinho do Porto", por Isabel Xavier

O cinema era na "rua do cinema", (havia a rua do cinema, tal como havia a rua dos cafés) e eu tive grande pena quando o demoliram. Mais ou menos como nas Caldas, com o Ibéria, que também não tinha grandes condições... Também eu, os meus irmãos e amigos íamos sempre para a geral. Só iam para a plateia os velhos e ir para lá seria um desprestígio para qualquer um de nós.

Em Setembro, então, S. Martinho era algo de inesquecível e o cinema ganhava particular relevância: apanhávamos limo, o que nos dava imenso trabalho, que púnhamos a secar na casa da Salette e íamos vendê-lo às cavalariças, só para ter dinheiro para ir ao cinema! Era muito mais como o "Cinema Paraíso" do que se pode pensar e, desculpem-me a ousadia, mas aquele pormenor que o Jales conta de passarem a segunda parte antes da primeira parece-me ser prova disso mesmo.

Nunca gostei de frequentar a praia da Foz - gosto de lá ir de Inverno - porque me parece que vou a andar pela rua das montras, mas em fato de banho, o que não me parece grande vantagem. Por isso mesmo, penso que as pessoas que iam a essa praia também olhavam umas para as outras, e talvez ainda com mais insistência, por se conhecerem de todo o ano.

Hoje não vou a nenhuma destas praias, mas por razões diferentes: à Foz pelas de sempre e ainda porque o banho lá é tramado, a S. Martinho pela nostalgia que me causa o facto de os meus pais já lá não poderem estar, como sempre estiveram, durante toda a vida, nos meses de Verão.

Já agora, a vida nocturna na Foz seria mais recomendável do que a de S. Martinho, naquele tempo?

Aqui nas Caldas sempre tiveram uma "dorzinha de cotovelo" pela frequência de elite que S. Martinho apresentava naquele tempo.

Aquela paisagem era (e é) linda, os passeios à capela de Santo António, memoráveis, os horários rígidos do banho, a compra dos bolos à Rosa, à Natália, à Iracema, a manutenção dos vizinhos de barraca durante uma vida inteira, a ida nocturna à rua dos cafés, com a indumentária apropriada a cada ocasião (de manhã roupão de praia, à tarde saia de praia, à noite toilettes mais sofisticadas), faziam de cada dia um ritual e isso é muito mais importante do que pode parecer à primeira vista.

Tudo isso se perdeu... S. Martinho era das poucas praias que, na nossa zona, tinha uma atmosfera própria, inconfundível e que quem lá ia não dispensava ano após ano.


Isabel Xavier


publicado no blog "Externato Ramalho Ortigão - Antigos Alunos"

O Cais


"Nós fomos ao cinema em São Martinho", por João Jales

Comi um prego no prato e bebi duas imperiais com o João, enquanto esperávamos pelos nossos amigos, que jantavam a essa hora, oito e meia, com as famílias nas casas alugadas onde passavam o Verão em S. Martinho.

Sempre fui um indefectível adepto da Foz do Arelho, poucas vezes aqui vinha durante o Verão. Mas, nesse dia, surgiu uma boleia inesperada que me permitiu ir visitar meia-dúzia de amigos que lá estavam desterrados durante dois ou três meses. Felizmente a minha família nunca alugou casa em S. Martinho ou na Foz, nessa altura a vida nocturna de qualquer das localidades era para nós pouco apelativa.

Sendo o mais recente dos estabelecimentos de restauração, o Samar, onde estávamos, era frequentado por malta nova e veraneantes recentes. Os banhistas veteranos continuavam nos estabelecimentos tradicionais, na rua dos cafés. Aí a frequência era menos diferenciada, misturando gerações e grupos sociais, só o “Clube dos Betinhos”, situado na esquina dessa rua com uma transversal que subia a íngreme encosta, tinha o acesso reservado aos filhos dos novos-ricos, maioritariamente lisboetas, que chegaram a S. Martinho na segunda metade da década de sessenta. Mais ou menos ignorados nos locais “in” das Caldas (Casino, Azenha, Ferro-Velho), tinham aqui o seu pequeno mundo privativo. Os veraneantes mais antigos, maioritariamente alentejanos e ribatejanos, mantinham habitualmente uma relação mais descomplexada com a população local e com os caldenses, convivendo e misturando-se nos vários cafés e esplanadas existentes. Outro local nessa mesma rua, o “Delírio”, tinha um Rés-do-chão com pingue-pongue e bilhares (e até jogos electrónicos, a partir de 1971 ou 1972); e um primeiro andar, tenho ideia que reservada a sócios ou, pelo menos, a clientes habituais e mais velhos, que ali jogavam cartas. Como no Casino das Caldas, a maioria eram senhoras.

Num microcosmos tão pequeno como S. Martinho, em que o principal passatempo era olhar para os outros, os meus amigos não tinham muitos locais de encontro alternativos aos dos seus pais e o Samar era, neste início da década de setenta, um deles.

Enquanto tomávamos o café, o resto do pessoal começou a aparecer. O Luís sugeriu uma ida ao cinema para “matarmos” estas horas mortas até à meia-noite. Ninguém sabia qual era o filme, mas a noite, com “muita humidade no ar” porque “estava a cacimbar” (eufemismos que os veraneantes ainda hoje usam quando chove à noite, o que é frequente), tornava o conforto do cinema atractivo.

Mas a realidade era bem diferente já que, verdadeiramente, não existia “cinema” e muito menos “conforto”. O termo cinema refere-se normalmente a uma sala de espectáculos com as condições mínimas para a projecção e visionamento de um filme. O barracão onde me encontrei em S. Martinho do Porto não tinha nada a ver com isso: parecia uma velha arrecadação, com as paredes exteriores de cor amarelada, muito sujas, e com o interior forrado a madeira. Sentámo-nos numas duras cadeiras sem qualquer almofada ou forro. Soube depois que estávamos na “geral”. A parte de trás, a “plateia” propriamente dita, tinha sete ou oito filas com cadeiras um pouco mais confortáveis mas, como eram mais caras, não foi lá que ficámos.

- A diferença do preço do bilhete dá para beber uma imperial a seguir – explicou-me o Mário.

A inclinação do chão era insuficiente para garantir o integral visionamento do ecrã, sempre meio tapado pelas cabeças dos outros espectadores. Excepto para os da 1ª fila, que estavam tão próximo dele que poderiam usar a tela como lenço sem se inclinarem demasiado e até sem que ninguém desse por isso. Claro que ninguém o fazia, até porque a cor castanho-amarelada da tela sugeria que outros já a teriam usado dessa forma, muitos anos atrás.

Lembro-me de pensar que, mesmo a chuviscar, seria bem mais agradável estar lá fora, na esperança de uma troca de olhares mais prolongada com uma das garotas que se exibiam no cais ou nas esplanadas, mas o dinheiro do bilhete já era irrecuperável, pelo que decidi ficar.

Estranhei que, mal as luzes se apagaram, aparecesse imediatamente um bando de barulhentos índios a cavalo perseguindo várias caravanas que seguiam por um estreito caminho, ladeado por uma perigosa ravina, a uma velocidade vertiginosa.

A imagem era tão má que limpei duas vezes os óculos, julgando-os embaciados, mas não, era mesmo assim a projecção, nebulosa e com as cores muito desmaiadas. Ao longo da hora seguinte tivemos direito a muitos tiros, sangue e cavalgadas, o nosso herói impediu o massacre de toda uma família e salvou a donzela raptada pelos peles-vermelhas, com quem depois se casou. Tirando isso, tudo acabou em bem, com as palavras The End a sobreporem-se a um casto e longínquo beijo. Acenderam-se as luzes e preparava-me para sair quando fui informado que era apenas o intervalo. Intervalo? Outro filme? Pelo preço de um bilhete? Não estava habituado a esta generosidade no Chagas ou no Ibéria.

Fumámos um cigarro no estreito pátio exterior e regressámos, ao som de uma roufenha campainha. Desta vez o filme começou normalmente, com títulos, nomes e ficha técnica, mostrando uma família em dificuldades financeiras a ser ameaçada de ser expulsa das suas terras por um agiota de mau carácter. O banqueiro vilão era parecido com os actuais e, num ápice, executava a hipoteca e despejava a família. Esta decidia rumar para Oeste, com todos os seus parcos haveres arrumados numa caravana, em busca de melhor vida. Eu entretanto começara a protestar, já que os actores e as personagens eram os mesmos que nós víramos ser perseguidos, raptados e até assassinados pelos índios antes do intervalo: estávamos a ver a primeira parte do mesmo filme!

O Luís conseguiu acalmar-me com o argumento de que tanto fazia, ia acabar por ver o mesmo tempo de cinema e sair à meia-noite, hora de beber uma imperial. Afinal, passar o tempo da digestão do jantar era o objectivo da ida ao cinema… E, como eu podia facilmente verificar, mais nenhum dos espectadores que enchiam a sala estava incomodado com aquela pequena inversão na projecção. E filosofou:

- A ordem pela qual a história é contada é arbitrária e indiferente, o banqueiro fica com o Rancho, a família melhora de vida com uma propriedade maior e melhor no Oeste, os índios são todos mortos pelo cowboy e os heróis casam. Que importa que tudo isto aconteça na primeira ou na segunda parte?


João Jales



publicado em "Externato Ramalho Ortigão - Antigos Alunos"

17.9.08

São Martinho do Porto na Região de Turismo do Oeste


De acordo com a Rádio Cister, o presidente da câmara de Alcobaça - Gonçalves Sapinho defende a integração do município de Alcobaça na Região de Turismo do Oeste.

Alcobaça faz actualmete parte da Região de Turismo de Leiria - Fátima, no entanto, o presidente da câmara de Alcobaça quer abandonar esta região e trazer consigo também o concelho da Nazaré.

Esta pretensão de Gonçalves Sapinho faz todo o sentido. Para Alcobaça e em particular para São Martinho do Porto, a Região de Turismo do Oeste trará vantagens em termos de promoção turistica, permitindo aproximar-se de mercados com maior potencial para o concelho.

A Câmara de Alcobaça, pela mão do seu presidente, apostou claramente na qualificação de São Martinho do Porto com o objectivo de valorizar o seu potencial turistico. Muito ainda falta concretizar, mas como nunca, São Martinho foi alvo de investimentos publicos que contrariaram anos de desqualificação.

Com esta aposta turistica em São Martinho do Porto, a Região de Turismo do Oeste é a que melhor se adequa a esta estratégia. Uma região mais ligada ao mar e a tudo o que dele se pode retirar. Uma região mais próxima de Lisboa e a todo o potencial turistico daí proveniente. Uma região em que Alcobaça e São Martinho do Porto se podem orgulhar de oferecer condições de excelência que devem de continuar a ser qualificadas e perservadas.

Gonçalves Sapinho fez a escolha acertada para Alcobaça e para São Martinho do Porto - a Região de Turismo do Oeste.

31.8.08

Praia de São Martinho do Porto interdita a banhos devido a mancha de gasóleo

Ex.mo Senhor Capitão do Porto da Nazaré:

Na Sequência do facto da Praia de São Martinho do Porto estar interdita a banhos devido a mancha de gasóleo e em face de ter lido as suas declarações à imprensa, que tinha " solicitado à junta de freguesia de São Martinho do Porto que limpe o areal ao final do dia de hoje quando as pessoas abandonarem a praia e pensamos que na próxima preia-mar a situação já esteja normalizada", solicito que V. Exa me informe do seguinte:

1 - Que me informe se V. Ex.a no âmbito das suas competências aplicou um processo de contra-ordenação à embarcação que poluiu a baía;;

2 - Se V. Exa mandou realizar analises à água para saber o nível de de hidrocarbonetos existentes;

3 - Se V. Exa mandou alertar o Ministério do Ambiente para ser feita hoje a analise à qualidade da água balnear para poder aferida a possibilidade de banhos dos utentes da praia

Com os meus melhores cumprimentos pessoais

Maria Teresa Goulão

Gasóleo na água interdita praia de São Martinho

A praia de São Martinho do Porto (Alcobaça) esteve ontem interdita a banhos devido a uma mancha de gasóleo na água proveniente de uma embarcação atracada no porto, disse à agência Lusa o comandante do porto da Nazaré, tenente Pais Neto.

Segundo a mesma fonte, apesar de a mancha de gasóleo afectar apenas as zonas um, dois e três da praia, a bandeira vermelha foi hasteada em toda a praia impedindo os banhos "por uma medida de precaução".

"Solicitámos também à junta de freguesia para limpar o areal ao final do dia, quando as pessoas abandonarem a praia e pensamos que na próxima preia-mar a situação já esteja normalizada", concluiu Pais Neto.

in "Público"

16.8.08

I Open Water São Martinho do Porto




É já amanhã que se realiza a primeira travessia a nado da baía de São Martinho do Porto. A prova organizada pelo Clube Náutico de São Martinho do Porto terá lugar às 14h00 com partida na zona dos faróis e chegada junto às embarcações.


Esta iniciativa tem assegurada a participação de mais de cem concorrentes e está dividida em duas competições, sendo a principal a que fará o percurso de cerca de 1500 metros e uma prova destinada a crianças.
Mais informações podem ser obtidas aqui.

12.8.08

Clube Náutico de São Martinho do Porto anima Verão na Baía


O Clube Náutico de São Martinho do Porto promove este verão um vasto conjunto de actividades relacionadas com o mar, animando a vila e proporcionando momentos desportivos, de lazer e de convívio aos muitos veraneantes que escolheram esta praia para as suas férias de verão no ano de 2008.

A programação de actividades levada a cabo pelo clube náutico procura conciliar as actividades que são já uma tradição no verão de São Martinho do Porto, com algumas novidades numa agenda arrojada cuja organização continua a ser levada a cabo directamente pelo clube.

A definição do programa e a organização de cada uma das actividades previstas resulta do empenho dos membros da direcção do clube e de alguns sócios que dispõem de parte dos seus dias de férias para levarem a cabo as diversas tarefas inerentes ao desenvolvimento destas actividades.

A organização das actividades previstas depende da capacidade de angariar apoios e patrocínios junto de empresas e de outras entidades. Para o ano de 2008, fruto do empenho da sua direcção, o clube conseguiu este ano reforçar significativamente o conjunto de apoios e patrocínios de empresas e outras entidades locais e nacionais para as actividades de verão. De destacar a grande adesão dos comerciantes da Vila, que vêem com mito agrado a animação que os eventos trazem a São Martinho do Porto

Fundado a 11 de Agosto de 1986 por um grupo de sócios entusiastas, o Clube Náutico de São Martinho do Porto desenvolve uma forte componente pedagógica, aliada ao apoio das actividades náuticas de recreio. Presta um variado leque de serviços, tais como cursos de vela para crianças e adultos, cursos de formação náutica, aluguer de embarcações e , serviços de cais e organização de regatas e outros eventos náuticos que decorrem anualmente, com um elevado número de participantes.

Programa de actividades náuticas verão 2008:

Julho e Agosto
Cursos de vela (Windsurf, Optimist, Raquero)

09 de Agosto:
Tradicional “jantar do porco” (comemorativo do aniversário do clube)

10 de Agosto:
Regata Aniversário do Clube

15 de Agosto
Regata Tradicional

17 de Agosto
Prova de natação de águas abertas: 1ª Travessia a nado da baía (novidade)

23 de Agosto
Regata Windsurf

24 de Agosto
Concurso de Pesca Embarcada (novidade)
Estafeta Optimist

30 de Agosto
Regata de Encerramento

11.8.08

Verão 2008 em São Martinho do Porto


Ciclovia que liga Alfeizerão a S. Martinho do Porto começa a ser construída em Setembro


A ciclovia que vai ligar Alfeizerão a S. Martinho do Porto começa a ser construída em Setembro. Deve estar pronta na Primavera do próximo ano.

A CDU defende o prolongamento da via até ao Vale Maceira, uma localidade com muita população. Trata-se de uma obra da responsabilidade das Estradas de Portugal e, o vereador Rogério Raimundo, já disse esperar que não aconteça com a ciclovia o que se passou com a rotunda da Fervença ou com outras intervenções que demoraram vários anos para se concretizarem.

Para além desta ciclovia, a CDU defende que outras nasçam, nomeadamente na cidade de Alcobaça, por ser útil para a saúde dos habitantes, frisou, ao incentivar a prática saudáveis, como caminhar ou andar de bicicleta em segurança.

O Vice-Presidente da Câmara, Carlos Bonifácio, adiantou que a promessa do Instituto de Estradas é para o arranque da obra já no próximo mês, classificando a obra como uma mais valia no equipamento daquelas duas vilas do concelho. A expectativa é de que, adiantou, esta esteja concluída na próxima Primavera e em condições de servir o verão de 2009.

O vereador do PS, Daniel Adrião, por seu lado, classificou de muito importante a obra que vai ser iniciada já em Setembro, também por ser, adiantou, mais um importante investimento da administração central no concelho de Alcobaça.

Para além da ciclovia que acompanha todas as praias do norte do concelho de Alcobaça, pela Estrada Atlântica, Alcobaça conquista mais uma, que vai ligar Alfeizerão a S. Martinho do Porto, duas vilas que partilham uma Pousada da Juventude e que ambicionam puxar pelo Turismo Jovem durante mais meses ao ano através de novos equipamentos ligados ao lazer, desporto e aventura. É, ainda, intenção da Câmara de Alcobaça, promover uma ciclovia na ligação de Alcobaça à Fervença, com a requalificação da principal estrada de ligação da sede do concelho à Nazaré, e a criação de um parque ambiental numa vasta área adquirida aos antigos donos da COFTA – fábrica de fiação e tecidos – e onde, muito provavelmente, será instalado, no futuro, o Parque de Campismo de Alcobaça.


1.8.08

Vai avançar a construção da variante de São Martinho do Porto


A Câmara Municipal de Alcobaça vai avançar com a construção da variante de São Martinho do Porto. O projecto, inserido na requalificação da marginal, obteve financiamento e a autarquia vai puder avançar com a obra.

A variante vai ser construída junto à linha de caminhos-de-ferro que atravessa a vila, permitindo, quando estiver concluída, que a zona requalificada seja apenas pedonal e que a circulação de automóveis em direcção à marginal e à zona sul seja mais fluida.

A variante tem sido defendida até mesmo pelos partidos da oposição que se mostraram mais reticentes com as obras de requalificação face às necessidades da vila. O vereador socialista Daniel Adrião tem sido uma das vozes a favor da variante que, aliás, sempre esteve prevista no projecto de requalificação assinado por Gonçalo Byrne. Para o socialista não fazia sentido que o investimento de vários milhares de euros permitisse que os carros continuassem a passar em frente às esplanadas.

Já a Junta de Freguesia de São Martinho do Porto tem considerado “inviável” a proibição do trânsito na Marginal. Mesmo com a variante, prevista no projecto de requalificação, a Junta de Freguesia defende a necessidade do trânsito passar junto à Baía, ainda que de forma condicionada.

Com a construção da variante soluciona-se, ainda, o problema da falta de lugares de estacionamento perto da marginal uma vez que vão ser criados vários lugares ao longo da nova via. Por outro lado, fica ainda melhorada a imagem duma vasta área, que é atravessada pela linha-férrea.

in
Rádio Cister

29.7.08

Animação com qualidade em São Martinho do Porto


(clique na imagem para ampliar)

Animação com qualidade em São Martinho do Porto. Uma iniciativa arrojada que demonstra que vale a pena puxar para cima... Parabéns aos organizadores.

25.7.08

Limpeza sub-aquática de resíduos sólidos marcada para São Martinho do Porto


O fundo da Baía de São Martinho do Porto vai ser descoberto pelos participantes do programa Limpeza Sub-Aquática de Resíduos Sólidos, marcado para o dia 2 de Agosto, às 9h30 no cais da Vila. A actividade, que tem a duração de quatro horas (período ainda a definir), conta com o apoio técnico que será dado por dois mergulhadores acreditados. A participação é gratuita, basta fazer inscrição até dia 25 de Julho (ficha de inscrição disponível em www.alcobaca.pt). O número máximo de participantes é de 18 pessoas.

QUEM PODE PARTICIPAR?

· Idade compreendida entre os 18 e os 50 anos;
· Detentor do curso de PADI - Open Water Diver (primeiro passo para quem não possui qualquer experiência de mergulho);
· Possuir equipamento de mergulho.

Uma actividade que conta com o patrocínio da empresa AKTIVEOCEAN e com o apoio da Capitania do Porto da Nazaré, dos Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto e Protecção Civil de Alcobaça.