1.2.08

D. Carlos e São Martinho do Porto



Foi no Solar das Palmeiras (antes de ser tranformado em edifício de apartamentos e ofuscado por novos edifícios) que o Rei D. Carlos passou várias vezes parte das suas férias.

O Solar das Palmeiras era então propriedade de Mestre Vitorino Froes considerado por alguns o pai do toureio a cavalo moderno de quem o rei era amigo.

Eis a opinião de D. Carlos sobre São Martinho do Porto:

“Tenho viajado muito em Portugal e no estrangeiro, mas não conheço nada mais lindo do que São Martinho do Porto”.


António Prôa

30.1.08

Concerto 4Taste em São Martinho do Porto

(mensagem recebida por e-mail)

Exmo. Presidente da Câmara Municipal de São Martinho do Porto:

Vimos por este meio propor que a banda de rock português 4Taste realize um concerto em São Martinho do Porto.A banda é constítuida por Luke d'Eça (Voz e Guitarra), Nelson Patrão (Guitarra), David Gama (Baixo) e Francisco Borges (Bateria). O 1º CD homónimo foi lançado em Novembro de 2006, tendo alcançado o 1º lugar no top nacional de vendas e quádrupla platina. Durante os anos 2006 e 2007 deram mais de 70 concertos por todo o país e em Outubro de 2007 deram o seu primeiro concerto fora do país, em Zurique (Suiça).Em Março/Abril deste ano a banda irá lançar o seu 2º CD, e iniciará a nova Tour nacional em Abril/Maio. Seria óptimo que a banda tivesse oportunidade de mostrar o seu mais recente trabalho com um concerto em São Martinho do Porto.Obrigado desde já e aguardamos resposta.

Em nome de todos os fãs dos 4Taste

www.4taste4ever.cjb.net


Ana Namora

28.1.08

Uma imagem


autor: Pedro Libório; origem: http://www.pbase.com/pliborio/

Figuras históricas de São Martinho do Porto

Francisco Gomes de Avelãs (1850/1897), nasceu em São Martinho do Porto, fundador da fábrica de louça que utilizou pela primeira vez o óxido de cobalto, para imitar o azul de Sévres e onde os irmãos Bordalo Pinheiro, ensaiaram alguns dos seus primeiros trabalhos.

Comendador José Bento da Silva, nasceu em 1801 e veio a falecer em 1875, na sua terra natal, onde se encontra sepultado. Através de testamento, datado de 1874, doou uma parte da sua fortuna à edificação e manutenção de duas escolas para ensino gratuito. Auxiliou financeiramente os menos favorecidos, instituindo para tal bolsas de estudo a jovens da sua terra.No seu legado estão implícitos, outros, legados que levaram à construção da Fonte da Praça (1888), da Torre Sineira da Igreja e compra dos seus sinos (1905), e obtenção de um Relógio de Torre (1908).A edificação do Colégio José Bento da Silva, imponente edifício ainda hoje existente e em razoável estado de conservação, viria a concretizar um dos ideais deste notável benemérito;

Manuel Francisco Clérigo, institui uma Fundação com o seu nome, para a qual afectou todos os seus bens, direitos acções e rendimentos. Hoje esta Fundação que está sediada em S. Martinho do Porto, para além da protecção ao ensino dos alunos da freguesia, tem em funcionamento uma creche, jardim infantil, ocupação de tempos livres de jovens, centro de dia e centro de convívio para idosos, lar de idosos e apoio domiciliário;

Capitão José sabino Gonçalves, que foi o comandante da barca viajante que primeiro atravessou o Canal do Suez, tendo por isso sido vivamente saudado pelos representantes das várias Marinhas de Guerra estacionadas em Port Said;

Conde de Avelar, que em 1904, mandou construir a Fonte da Barroca. Em 1927 custeou na quase totalidade as grandes obras que a Igreja matriz necessitava. Distribuiu com frequência donativos aos piobres da terra e contribuiu monetariamente para os Bombeiros e outras instituições;

Comandante Francisco Martins, natural desta vila, que geriu os estaleiros de construção naval no cais;

Francisco Nunes Eliseu, mestre de sucessivas gerações durante meio século, tendo iniciado a sua actividade em 1901, e que mercê da sua abnegação e competência, conseguiu manter nesta vila o Ensino Secundário liceal, quando na região, durante muitos séculos, só sedes de Distrito o possuíam. Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública e foi fundador da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários;

Virgílio de Avelar Ares, grande impulsionador da ocupação dos tempos livres dos jovens, tendo fundado uma instituição que designou por Associação dos rapazes de São Martinho do Porto, dando-lhes uma sede no rés-do-chão do prédio onde residia;

Capitão Jaime Granger Pinto (1878/1944), que em 1927 forma a Comissão de Iniciativa de São Martinho do Porto que, entre outras obras, conseguiu uma excelente dragagem da Baía, em 1927, pavimentação de várias ruas, desmantelamento da arcaica iluminação pública em petróleo, por iluminação eléctrica. Mandou construir uma escola Primária em terreno seu e por si custeada. No princípio da década de quarenta, mandou adoptar o seu carro pessoal ao serviço de incêndios e fez dele entrega aos Bombeiros Voluntários, tendo sido a primeira viatura a motor usado;

Comandante Frederico de Sousa e José Alexandre Rodrigues, que comandaram a barca ferreira, ex-Cutty Sark;

José Frederico de Almeida Martins, grande impulsionador da Companhia Nacional de Navegação;

José Filipe Rebelo Pinto, que foi sub - Secretário de Estado das Obras Públicas e Presidente do Conselho Superior das Obras Públicas;

José Adolfo Pinto Eliseu, filho do Prof. Eliseu, que foi Secretário de Estado das Obras Públicas.


informação retirada do site da Câmara Municipal de Alcobaça

24.1.08

São Martinho do Porto está a preparar a sua página oficial na Internet

A promoção da vila já é feita por várias páginas pessoais mas a Junta de Freguesia diz que já se encontra a estudar grafismos e orçamentos para avançar, em breve, com uma decisão.

Segundo o Presidente da Junta de Freguesia, Antunes Pereira, a página de S. Martinho do Porto na Internet já deveria estar a funcionar mas só agora estão reunidas condições para a fazer e aí disponibilizar alguns serviços bem como notícias sobre a freguesia.


in http://www.cister.fm/


Fico satisfeito. Mesmo. Podia ter sido referido o post que aqui escrevi há dois dias e de cujo conteúdo dei conhecimento à Junta de Freguesia de São Martinho do Porto, mas não foi. Faço eu aqui essa referência.

Espero agora que se concretize rapidamente. Por São Martinho!


António Prôa

21.1.08

Dos leitores: "Escândalos de São Martinho"




Construçao no espaço do antigo cinema, que vai até à estrada da Nazaré. Outra construçao, onde havia um portao de acesso a um páteo de uma casa, que avança pelo passeio também na Estrada da Nazaré, onde arrancaram os plátanos para facilitar a vida aos peoes. Repara que avançou mais do que a outra casa que foi construída pelo mesmo
construtor.

Fotografia tirada da rua do cinema onde se vê que a cúpula do hotel foi cuidadosamente destelhada para entrar chuva e assim poderem demolir o hotel.

Já houve reclamaçoes à Junta de Freguesia e à CM Alcobaça, mas tanto a oposiçao como o PSD fingem que nao se passa nada.


Leitor identificado

Um site para São Martinho do Porto

São Martinho do Porto merece ter um site na internet.

A Junta de Freguesia de São Martinho do Porto não tem um site. Mas podia ter. Devia ter. E escusava de ser mais um daqueles só para dizer que tem. Pode ser um espaço útil para a população. Interessante para quem visita a Vila. Um espaço de informação que promova São Martinho do Porto, que promova o seu desenvolvimento, a qualidade de vida e o bem-estar de residentes e visitantes.

Não tem que ser um site caro e muito complexo. Só deve ser útil e interessante.

Porque não tem São Martinho do Porto um site?


António Prôa

18.1.08

Vai começar a Requalificação da zona do Outeiro em São Martinho do Porto


A Câmara conseguiu um importante financiamento que vai permitir arrancar dentro de dias com a Requalificação da zona do Outeiro, em São Martinho do Porto.

Com esta obra, toda a zona histórica da vila fica com a renovação de imagem garantida. O sistema de abastecimento de água e o de tratamento de esgotos vão ser, finalmente, adaptados às actuais necessidades daquela zona. O Presidente da Câmara, Gonçalves Sapinho, prevê que o início da obra esteja para breve.

A Junta de Freguesia já manifestou a sua satisfação pela perspectiva das obras arrancarem dentro de dias. Antunes Pereira só espera que a intervenção fique quase resolvida antes ao início do verão.

A obra já adjudicada só agora tem ordens para arrancar. Vai requalificar a Calçada de D. Pedro, Rua Professor Eliseu, Rua Gago Coutinho assim como o Largo da Junta e o Fontanário, e inclui, ainda, a requalificação do miradouro, classificado pelo Presidente da Câmara, Gonçalves Sapinho, “de grande interesse”.



4.1.08

Mais construção...

Foram autorizados cinco novos edifícios de quatro pisos para habitação na marginal de São Martinho do Porto.

O vereador das obras particulares, Carlos Bonifácio, garante que os edifícios cumprem com o Plano de Pormenor para aquele local e obtiveram pareceres positivos de várias entidades, nomeadamente da equipa de Requalificação Urbana em curso na Marginal.

Os vereadores do PS e da CDU não se opuseram ao projecto. Para Rogério Raimundo a aprovação era a única saída já que o construtor cumpriu o compromisso que tinha assumido com a Câmara, desde o primeiro mandato de Gonçalves Sapinho, em respeitar aos planos de ordenamento da marginal, e que implicam prédios até quatro andares com uma estética que não desrespeite os que já se encontram no local.

O processo de licenciamento pelo pelouro das obras particulares demorou dois anos. A Câmara autorizou, finalmente, o construtor Pereira Coutinho a fazer cinco novos prédios, perto do Parque de Campismo da Baía, destinados a habitação, e com lojas no rés-do-chão e algumas infra-estruturas públicas.

in
http://www.cister.fm/

3.1.08

Mais uma referência em São Martinho que desaparece




O edifício que é hoje apoio aos irritantes carros a pedais que invadem passeios, ruas e pista ciclável no verão foi mandado construír em 1862 pelo então ministro das obras públicas, Duque de Loulé, e funcionou como estação de recepção de madeiras que eram depois despachadas através do porto de São Martinho do Porto.

A estação recebia a madeira transportada pela linha de caminhos-de-ferro americano entre Leiria e a Marinha Grande. Os vagões eram puxados por junta de bois.

Recentemente, a Câmara Municioal de Alcobaça aprovou um projecto que substituirá este edifício por um edifício com três pisos. Um restaurante e "apoio turístico" será o uso.

Quanto à memória, à referência histórica, é afirmado que será mantida...

Confesso que tenho as maiores dúvidas. As maiores reservas.

Não é a manutenção de uma placa ou até umas janelas ou umas fachadas que preservam a memória da história e da função do edifício. Assim desaparcerá mais uma referência em São Martinho. Assim continuará a descaracterização e a perda de identidade da Vila de São Martinho do Porto.


António Prôa

29.11.07

Uma imagem


autor: Pedro Libório; origem: http://www.pbase.com/pliborio/

22.11.07

Sinais urbanísticos contraditórios...

Há muito que me choca a evolução urbanística na Vila de São Martinho do Porto. Choca-me e entristece-me. Não por qualquer espírito mais conservador ou imobilista. Não!

Acontece que ao longo de anos a fio, São Martinho foi alvo de sistemáticas agressões à sua qualidade e equilíbrio urbanístico. São Martinho é hoje, infelizmente, um aglomerado urbano de qualidade arquitectónica e urbanística muito degradada.

Primeiro na marginal, depois no interior, na zona alta e mais recentemente entre a capela de Santo António e o Facho, tudo foi minado por construção e mais construção, desrespeitando urbanisticamente e até ambientalmente a Vila de São Martinho e a sua paisagem.

Ao fim de muitos anos e muitos atentados já referidos, finalmente, a intervenção de requalificação da marginal constitui um sinal de esforço de contrariar a tendência de degradação já referida.

Vem tudo isto a propósito de duas notícias de hoje. Curiosamente de sinal contrário.

O conjunto de apartamentos em má hora construídos no Morro de Santo António foi alvo de uma autorização para a alteração de uso, passando de apartamentos turísticos para habitação. A única solução é a demolição!

Interessante é a notícia de que o Hotel Parque, infelizmente fechado e a degradar-se, foi alvo de uma decisão da câmara de Alcobaça que lhe confere maior protecção. Espero que ainda se vá a tempo de salvar este magnífico edifício e de o devolver a um uso adequado à sua notabilidade.


António Prôa

Festa de Natal em São Martinho do Porto

A Assembleia de Freguesia reunida extraordinariamente para o efeito, no passado dia 16 de Novembro de 2007, aprovou por unanimidade a proposta, para que a freguesia tenha uma Festa de Natal para as suas crianças.

A Festa de Natal será realizada no Pavilhão Gimnodesportivo no dia 16 de Dezembro, e terá inicio pelas 15h30m.

Uma boa iniciativa!

Naturalmente que este evento, mesmo tendo sido uma proposta da iniciativa de um partido, não será abusivamente utilizado politicamente...


António Prôa

12.11.07

Uma oportunidade perdida


Este é o "programa das festas". Literalmente. O programa das festas de comemoração do "São Martinho" de 2007.

São Martinho do Porto tem o momento alto de actividade social, económica, cultural e turística durante o mês de Agosto quando a enorme afluência de veraneantes invade a Vila de São Martinho dinamizando a vida local, gerando riqueza, provocando animação.

Durante o mês de Junho, a propósito das comemorações de Santo António, cuja insignificante mas marcante capela se encontra a caminho do Facho, a Vila de São Martinho volta a ter alguma animação durante cerca de uma semana com vários eventos, a feira e o momento alto das festas – a procissão em honra do Santo popular.

O "São Martinho" é outra ocasião em que a Vila de São Martinho pode encontrar pretexto para criar animação de vária índole de forma a atrair público.

Ora, o programa das festas de São Martinho de 2007 é pobre. Muito pobre. Não serve para atrair ninguém. E seguramente que os residentes de São Martinho do Porto merecem e querem melhor.

São Martinho do Porto precisa de contrariar a extrema sazonalidade da sua actividade turística que dinamiza a economia local e gera riqueza para os seus residentes. Para tal precisa de encontrar eventos atractivos ao longo do ano. O "São Martinho" é uma oportunidade até agora perdida...

7.11.07

S. Martinho do Porto recupera glamour de outros tempos (*)

S. Martinho do Porto é daqueles locais de encantos únicos, com a baía em forma de concha, a preencher todos os requisitos desejados pelos veraneantes, desde as águas límpidas e calmas à areia fina e dourada. Por estes motivos e também por estar próximo das termas de Caldas da Rainha, foi, ao longo dos séculos, procurado, sazonalmente, por reis e rainhas. Os burgueses e aristocratas que procuravam a baía construíram imponentes casas senhoriais, com pormenores de grande requinte. Um glamour que se perdeu nas últimas décadas, mas que se procura agora recuperar.

O Hotel Palace do Capitão é o exemplo mais sublime do regresso ao charme de outros tempos. Património municipal desde 1996, o edifício tem a marca do conhecido arquitecto Ernesto Korrodi. O palacete, transformado em hotel e casa de chá, foi construído em 1917 para o famoso capitão Jaime Granger Pinto, ao estilo Arte Nova. Com o passar dos anos, foi mudando de mãos, até que saiu da família. Em 2000, o empresário José Luís Fortunato adquiriu-o com a intenção de o transformar em hotel.

Os anos seguintes, recorda a filha, Tânia Fortunato, actualmente gerente do espaço, foram bastante difíceis. "É muito complicado recuperar edifícios deste género, uma vez que os projectos têm de passar pela Câmara, Direcção-Geral do Turismo e Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. São passos burocráticos longos e acaba por ser mais rentável construir de raiz", lamenta a responsável.

Só em 2005 foi feita a inauguração. O espaço exterior foi recuperado e mantém os traços originais, enquanto no interior a decoração clássica e romântica procura criar um ambiente acolhedor e familiar. Para Tânia Fortunato, o Palace do Capitão é, sem dúvida, "um hotel familiar". "Como temos apenas 11 quartos, todos decorados de forma diferente, e não temos feito publicidade, as pessoas vêm, gostam e acabam por regressar, recomendando aos amigos", conta. O negócio tem vindo a florescer e até já "há pessoas em lista de espera". Em Agosto, o edifício recebeu o prémio de arquitectura Eugénio dos Santos, atribuído pela Câmara de Alcobaça, pela forma como foi recuperado.

Carlos Bonifácio, vereador do Urbanismo, explica tratar-se de "um prémio pelo trabalho realizado e de um incentivo para outros empresários seguirem o exemplo". "S. Martinho não pode voltar a ser o que era, uma vez que os tempos são outros, mas pode recuperar o título de estância turística", considera. O autarca refere que "com a delimitação do centro histórico, está encontrado um instrumento jurídico que proteja toda essa zona. As obras serão, assim, vigiadas e fiscalizadas com maior rigor".

A estas regras juntam-se a intervenção paisagística, já concluída na marginal, a construção do elevador e a mudança do posto de turismo, com a consequente recuperação da praça engenheiro José Frederico Ulrich. Mudanças para melhor, que atraíram este Verão mais turistas à vila. O optimismo é visível e pode acentuar-se com a classificação, para breve, de outro edifício, actualmente em ruínas, o Hotel Parque.


Dos monges de Cister à construção de navios

Todo o território a Sul do Convento de Alcobaça foi entregue aos monges de Cister em 1154, pelo que coube a estes o povoamento da região, incluindo S. Martinho. A vila foi reconhecida por D. Afonso III, em 1257. A sua riqueza, sobretudo ao nível da água e da floresta, fez nascer uma povoação piscatória. A madeira começou a ser aproveitada para construção de navios. Já no século XIX foi um importante porto comercial.



Baía das marquesas e a decadência no século XX

A fama da praia atraiu reis e outras personalidades. Nesta vila, viveram a rainha Santa Isabel, D. Leonor de Aragão e D. Leonor de Bragança, assim como D. Amélia e D. Carlos. S. Martinho perdeu a importância piscatória para ganhar importância turística. Em meados do século XX, a riqueza deu lugar à decadência, à semelhança do que aconteceu por todo o país, e muitas pessoas acabaram por emigrar. Nas últimas décadas, com a recuperação da vida económica, a vila volta a ser procurada por uma certa burguesia financeira. Alguns edifícios desses tempos áureos ganham nova vida, outros já deram lugar a prédios.


(*) in Jornal de Notícias, 2007-11-07